Pergunto-me vezes sem conta porque nasce o dia se ele traz nas suas horas, dores e tristezas. Porque não fica ele escondido no manto negro da noite onde os sonhos, como fantasmas que vagueiam pelo infinito, se soltam e nos embalam o sono…
Procuro nas incertezas dos segundos que batem os compassos de um coração ferido, um raio de sol que possa afastar a chuva miudinha do meu olhar. Mas as lágrimas são rio sinuoso que se infiltra até a alma, afogando toda a esperança…
Olho pelos caminhos que a vida traçou nas páginas de meu ser e leio baixinho cada sentido que nelas se gravaram. Tropeço nos sulcos profundos onde a magoa se alojou e rumo em direcção as tormentas que cada dor provocou…
Afogo-me no desespero das cores neutras e deixo-me embalar pela melodia triste de mais um dia que se acaba sem um sorriso…
E no horizonte, uma pequena lua enfeita-se de magia para de novo me fazer sonhar…

4 comentários:
Oi, Mônica! Sou eu, Dudu.
Passei pra dizer que adorei seu blog. Foi como olhar em sua alma. Fabuloso como se estivesse lendo uma história encantada.
Te adoro sempre. Beijo.
Foi com prazer que estive aqui lendo.
Obrigado por partilhar seus pensamentos.
Magistral. O que mais? Nada! Só isso e isso tudo:
M
A
G
I
S
T R A
L
Olá Mônica,
Uma vez você comentou em meu blog
não sei se agradeci,pois nem sempre eu consigo blogar, se não o fiz, faço agora, se já o fiz, repito e convido-lhe a dar uma passada por lá para ver a diferença. boa tarde.
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